quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Palácio da Coroa...

O Palácio da Coroa.

Gurgaon, 14 de Abril de 2008, o celular grita desperadamente, anunciando 5h30 da manhã, tenho tempo de levantar correndo, lavar o rosto, escovar os dentes, guardar as coisas na mochila, encontrei meu companheiro Ricardo na entrada do hotel, a ansiedade era bem grande, então chega o taxista (o tio era muito estaile, não podia ter sido melhor), o carro era um pequeno Tata Indigo (tinha que ser, hehehe) com Ar Condicionado e sem som. A principio esta viagem seria feita de trem, porém outro brasileiro era para ter chego aqui no domingo a noite, e ele ficou um pouco receoso de ir de trem, mas o workshop dele foi cancelado... e no final das contas, ele nem foi com a gente, e fomos de carro mesmo, US$ 68,00 por cabeça.

Entramos no bólido e então inicia-se a viagem, por mais que se possa imaginar ou criar expectativas, nada chega próximo, qualquer comparação é injusta e incábivel! Mas bem, vou tentar me controlar e manter o racicíonio organizado na ordem dos acontecimentos.

O destino era Agra, a antiga capital da Índia, apenas um pouco menos de 250 Kms separam Delhi de Agra, mas a estrada, segue o mesmo modelo de trânsito da cidade, são 2 faixas em cada sentido, separados por um canteiro central, o asfalto é razoavelmente bom, não vi buracos, etc... o problema é a educação dos motoristas, não existem regras, há tratores nas faixas rápidas andando a 10km/h, dromedários puxando grandes carroças, caminhões a 20 km/h, auto-riquixas, carro "estacionados" na pista da esquerda (na Índia, a direção é do lado direito, uma das sequelas da colonização britânica), além de cruzamentos sem sinalização de preferencial (talvez quem buzine mais tenha a prefêrencia).

Bom, saímos do Hotel em Gurgaon exatamente as 6h10, por volta das 9 da manhã paramos num Hotel da estrada para esticar as pernas e comer algo, já que saímos sem o café da manhã. Neste Hotel, um vendedor de souviners começou a conversar com a gente, ele fazia coleção de dinheiro, dei para ele 2 moedas(25 e 10 centavos). Seguimos o rumo e por volta de 10h40 já(?!?! 4 horas para rodar 250km) estavamos em Agra, o caminho é fácil, o difícil é pilotar na Índia, o tio dirigia com a mão direita segurando o volante e a buzina, e mão esquerda segurando a outra metade do volante e o farol alto, era farol alto e buzina pra todo o lado, além de várias freadas bruscas, por pelo menos uns 3 momentos vi o carro batendo... E em uma delas, quase fomos espremidos por um caminhão... hehehehe... mas, sobrevivi, com o pouco tempo aqui, aprendi que estas coisas não vão além dos sustos...

Já em Agra, avistamos a direita o famoso Agra Fort, e a esquerda um rio, suspeitei ser o Ganges, porém não era, e sim o Yamuna, e mais distante, cintilante no horizonte, o imponente, Palácio da Coroa. Paramos no escritório de turismo e um guia entrou no carro, Mr. Lala era o nome dele, um senhor já com seus 50 anos (ou mais)... Primeiramente, ele comentou que o nome antigo de Agra era Agrabana, porém durante a colonização, os ingleses encurtaram os nomes dos lugares, por isso ficou Agra.

O taxista deixou a gente, tivemos que retirar tudo que é eletrônico, comida, roupas das mochilas, são as regras. Caminhamos alguns minutos num parque, há alguns riquixás, dentro do parque, porém apesar do sol fortissimo, não careceu. Chegamos na portaria, a entrada no parque é 750 Rupias(31 Reais) por pessoa, tentamos entrar e fomos barrados por causa da mochila, voltamos, deixamos as mochilas no guarda volume e então, cruzamos a portaria, detector de metais, revista, etc...

Lá dentro, o Mr. Lala começou com as explicações, ele é um senhor muito simpático, porém tem horas que ele pesa um pouco, ele conhece bastante da História, e sabe os melhores angulos para fotos, além fazer a rota pelas sombras, hehehe... mas ele é meio autoritário, percebi que de começo ele num foi muito com a minha lata, hehehe... e ele é cheio de pegadinhas, tipo quantos anos você acha que demorou para construir, quantos metros tem aquele domo, etc...

O calor era absurdo, de fritar mesmo. Depois da portaria, há a entrada principal, chamada de "darwaza" que é um belo edificio de pedra vermelha, como podem ver abaixo na foto abaixo:

A entrada imponente, dá um clime ainda mais especial... Uma curiosidade, se reparem, no topo da entrada há uns pequenos domos, que representam os anos de construção do mausoleu, conta-se 22, 11 a frente e 11 atrás.

Está a primeira visão completa do Taj Mahal, para os visitantes... que primeira impressão hein ?

Uma fotinho minha agora, apesar da foto ter ficado torta e não capturar por completo, a idéia aqui era ter os "dois" Taj Mahal na mesma foto, observem com o reflexo do espelho d'água de Lotus, exibe a imagem do Taj Mahal. Na entrada, recebemos uma pacotinho, com 2 paninhos, como 2 meias para os tenis, já que o sol castigando o mármore branco, chega a derreter sola de sapatos...


As quatro torres que sobresaem nos cantos tem uma leve inclinação, pois no caso de desabamento, elas nunca cairiam sobre a cúpula principal. A foto agora, é para ter uma idéia do tamanho, tem algumas pessoas na foto, pra dar refêrencia as dimensões. Importante também comentar que apesar dos detalhes que enfeitam o mármore branco parecem pinturas, mas não são, eles são pedras semi-preciosas artisticamente incrustadas no mármore, é fenomenal. Dentro não é permitido tirar fotos, a perfeição simétrica da obra é fantástica, rica em detalhes.


Agora, um pouco de história, que diga-se de passagem é de emocionar, a altura dos grandes contos de fadas. Apesar de ser um mausoleu para a esposa preferida (a rainha Mumtaz Mahal - "A eleita do Palácio") do imperador mogul Shah Jahan, na verdade tornou-se uma ode ao amor, e exemplifica toda a eloquencia deste sentimento.

Eles se casaram em 1612, o então principio Shah Jahan, foi coroado imperador em 1628, porém pelas imperfeitas artimanhas do destino, Mumtaz não foi rainha por longo perído, ela faleceu em 1631 ao dar à luz ao décimo quarto filho do Imperador, faleceu com 39 anos. Diz a lenda que Shah Jahan, não suportando tamanha dor, chorou por 2 anos, e não permitiu nenhuma música, festa ou celebrações no seu reino. Deu a ordem para a construção de monumento inigualavel, sem medir esforços e riquezas, estima-se que foram gastos 41 milhôes de rupias e 500 Kg de ouro, 20 mil operários deixaram seu suor em 22 anos de obras, terminando em 1653.

A lenda ainda comenta que Shah Jahan, tinha planos de levantar seu próprio mausoleu, que seria do outro lado do rio Yamuna, seria uma obra tão deslumbrante quanto, porém em mármore preto, e uma ponte de ouro uniria os dois monumentos. Porém há controvérsias, e o imperador viu seu império ruir e perder o poder. Por final, foi sepultado ao lado de Mumtaz Mahal, o que provoca a única quebra da perfeita simetria do Taj Mahal.

O que dizer ? Palavras não são suficientes e dignas para ilustrar tamanha rara beleza, por mais que me esforce na busca do adjetivo perfeito para definir na ilustração, não serei justo com a obra, qualquer foto que eu poste, do melhor fotográfo, com a melhor camera, no melhor ângulo, com a melhor iluminação, etc... Sempre estará aquém a grandiosidade e beleza desta obra...

Foto acima foi a última que tirei dentro do complexo, e simboliza o Até Breve...

Com o ego inflado, só posso dizer: Que venham as outras 6 novas maravilha do Mundo...

3 comentários:

Anônimo disse...

Realmente sem cometários a beleza deste lugar!!! Boa boa Osvaldin...
agora de tanto você falar do transito ou você faz um video ou divulga pra galera este aqui: http://videos.terra.com.br/templates/player.aspx?vid=2844
que realmente é sem noção kkkkkkkkkk
Abrazo
Ariel

Anônimo disse...

mermao, ta muito maneiro teu blog. Osvaldinho, nao achei que corintiano da ZL como vc poderia escrever bem kkkkkkkkk

Abraço meu camarada
Fernando Camejo

Anônimo disse...

Ju, sua narração é simplesmente demais!!!
Eu estou com um escritor e não sabia??
Se alguma agência de viagens colocar o link do seu blog, a procura por passagens pro Taj Mahal vai aumentar muito... kkkkkkkk.
TE AMO!!!
Saudades...
Já estamos no número 41... hehehehe.
Besos!
Dani.